Donald Trump: A Visão Pacificadora, Comercial e Estratégica de um Líder Incompreendido

Por Gilson Guilherme Miguel Ângelo

Resumo

A história política recente tem colocado Donald Trump sob múltiplos holofotes, mas raramente sob a lente justa da análise estratégica. Com frequência, visto como controverso ou imprevisível, Trump tem, na verdade, demonstrado uma visão pragmática e comercial que evitou o alastramento de uma possível IIIª Guerra Mundial. A sua abordagem, silenciosa, mas eficaz, revelou-se como um esforço para substituir a política de confronto directo por uma diplomacia de interesses produtivos. Segundo o pensador angolano Gilson Guilherme Miguel Ângelo, os movimentos de Trump no contexto da guerra na Ucrânia, nas negociações no Congo e nos acordos comerciais com países do Sul Global, revelam uma tentativa clara de construir uma nova ordem mundial centrada no capitalismo produtivo, na paz estratégica e na estabilidade comercial.

1. A Guerra da Ucrânia e o Colapso da Agenda Democrata

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia, longe de ser apenas um conflito territorial, representa uma luta geoeconómica pêlos recursos estratégicos que a Ucrânia possui — principalmente terras raras, gás e solo fértil. A insistência dos Democratas norte-americanos, sob a liderança de Joe Biden, em apoiar a entrada da Ucrânia na OTAN foi lida por Moscovo como uma ameaça existencial. O resultado foi a invasão russa e o início de um conflito que parece não ter fim.

Para Gilson Ângelo, a agenda Democrata hipotecou os Estados Unidos numa guerra sem retorno, desequilibrando as finanças, drenando o apoio popular e enfraquecendo a soberania diplomática do país. Ao contrário, Donald Trump — representante dos Republicanos — procurou evitar esse conflito logo desde o início do seu mandato anterior, suspendendo apoios militares a Kyiv, promovendo negociações discretas e defendendo a neutralidade da Ucrânia. Trump percebeu o que muitos ignoraram: defender as terras raras ucranianas contra a Rússia e seus aliados (China, Irão e Coreia do Norte) era um jogo caro demais — e provavelmente perdido.

2. A Solução Silenciosa: O Congo como Trunfo Estratégico

Enquanto o mundo se focava no campo de batalha europeu, Donald Trump olhava para África — especificamente para a República Democrática do Congo (RDC), onde se encontram alguns dos maiores depósitos de cobalto, lítio e coltan do planeta. Estes minerais são essenciais para a produção de baterias, semicondutores e tecnologias verdes, que impulsionam o novo mundo digital.

Na visão geoestratégica de Trump, o Congo era a verdadeira chave para vencer a guerra tecnológica e energética com a China — e não a Ucrânia. Assim, de forma silenciosa, os EUA começaram a interferir nas negociações diplomáticas na região dos Grandes Lagos, mediadas por João Lourenço, presidente de Angola. O objectivo: garantir que, independentemente da Ucrânia, os interesses americanos sobre as terras raras estariam assegurados na África Central.

Trump agiu como um comerciante lúcido: se um produto (Ucrânia) torna-se caro e instável, busca-se outro fornecedor (Congo). A guerra entre Ruanda e a RDC, também centrada em etnias e recursos minerais, tornou-se palco de interesse directo dos EUA. A paz na região tornou-se uma necessidade estratégica, não humanitária.

3. Zelensky e a Linguagem que Não Compreendeu

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, ao insistir numa lógica de resistência absoluta e militarização contínua, perdeu a chance histórica de entrar num acordo pacificador enquanto ainda tinha capital político e diplomático. Trump, ao recusar seguir com os pacotes de ajuda militar, estava a enviar um sinal claro: a guerra é insustentável, e o comércio é o futuro.

Zelensky, rodeado por conselheiros e interesses externos, falhou em compreender essa linguagem. E agora, com o Capitólio já sinalizando cortes definitivos na ajuda militar americana, a Ucrânia aproxima-se do colapso — sem paz, sem reconstrução, e com sua soberania ainda mais comprometida.

4. A Arte de Negociar e a Nova Ordem Comercial

Trump também estendeu sua visão para a Índia, o Vietname, o Paquistão e outras nações do Sul Global. Nestes países, firmou ou propôs novos acordos bilaterais que visam garantir:

  • Novas cadeias de fornecimento de semicondutores;
  • Alternativas às manufacturas chinesas;
  • Expansão da influência produtiva dos EUA sem confrontos militares.

Para Trump, o futuro pertence a quem souber produzir com aliados, e não dominar com bombas. Esta é uma visão próxima da Filosofia GAESEMA: a soberania nasce da produção — não da destruição.

5. Angola: O Elo Comercial e a Rota Silenciosa da Paz

Neste novo cenário estratégico, os olhos de Trump começam a voltar-se também para Angola, que surge como o verdadeiro eixo logístico e diplomático da nova ordem produtiva africana. Curiosamente, os Democratas já tinham reconhecido essa importância, e prova disso foi a visita histórica do presidente Joe Biden a Angola antes do fim do seu mandato, reforçando a aposta na ligação ferroviária que conecta a RDC ao Porto do Lobito.

Esse projecto, financiado pêlos Estados Unidos, permite que as terras raras do Congo sejam exportadas por via angolana até ao mar de Lobito, e de lá para a Europa e América. Trata-se de uma artéria comercial silenciosa, que esconde nas suas vias férreas a verdadeira solução para a crise da Ucrânia e para a independência produtiva do Ocidente.

Para Gilson Guilherme Miguel Ângelo, Angola ocupa um papel de honra: é o mediador diplomático, o território de passagem e o futuro produtor. O país não só facilita a paz entre RDC e Ruanda, como também possui reservas estratégicas das mesmas terras raras que se disputam na Ucrânia e no Congo.

Trump sabe disso. E por isso, sua agenda republicana deve continuar em África com protagonismo angolano — especialmente a partir de Luanda, onde nascem os acordos de paz e onde se legitima uma nova rota de exportação para o capitalismo tecnológico.
A entrada de Trump nesse tabuleiro não será com tropas, mas com assinaturas e acordos logísticos, num gesto que mostra que a força não está na imposição militar, mas na organização produtiva.

6. A Visão de Gilson Guilherme Miguel Ângelo

Para o pensador angolano, Trump representa uma mudança civilizacional e estratégica silenciosa. Embora não seja visto como um (filósofo político), ao lado de Chi Jiping, Angela Merkel, Rainha Elizabeth, Vladimir Putim, ele (Trump) pratica uma lógica produtiva, comercial e diplomática que evita guerras e fortalece cadeias de valor.

A aproximação com Putin, a neutralidade estratégica em conflitos sem retorno e a busca por soluções fora do teatro europeu mostram que Trump entende o mundo como um grande mercado — não como um campo de batalha.

Gilson Ângelo defende que a África deve observar esse movimento com atenção. O Congo, Angola, a Zâmbia  até a Namíbia agora possuidora de petróleo, Urânio, Diamantes e outros e outros países com terras raras devem:

  • Negociar com soberania,
  • Exigir respeito à sua cultura produtiva,
  • E evitar serem apenas fontes de extracção sem benefício local.

7. Trump, o Equilíbrio Global e a Nova Era para Angola

No cenário geopolítico actual, Donald Trump é mais necessário ao mundo do que se imagina. A sua amizade com Vladimir Putin e a sua recusa explícita em confrontar directamente a Rússia são, na verdade, estratégias de contenção global e não de submissão. Trump sabe que a era das guerras abertas entre superpotências terminou, e as coisas estão definidas nos campos de batalha. A próxima fase da humanidade será a guerra péla influência produtiva, comercial e tecnológica. E, nesse ponto, ele se prepara como um verdadeiro estratega.

Ao evitar o confronto directo, Trump concede à Rússia e à China a oportunidade de consolidar suas zonas de influência naturais. A Rússia mantém sua presença no Leste Europeu, a China reforça o seu domínio sobre a Ásia e sobre cadeias produtivas estratégicas. Mas isso não significa fraqueza dos EUA — significa reconfiguração da ordem mundial. Em vez de lutar por dominação territorial, Trump antecipa uma guerra silenciosa por produção, mercado e tecnologia.

Na visão de Gilson Guilherme Miguel Ângelo, essa é a mais clara prova de que a revolução do futuro será produtiva, não militar. Aquele que conseguir satisfazer as maiores necessidades globais — como energia, alimentos, metais raros, água e tecnologia — vencerá sem disparar um tiro. Por isso, Trump aposta em novas rotas comerciais, produção nacional, RE industrialização americana e alianças económicas no Sul Global. Ele sabe que produzir será mais importante do que dominar.

Com o recente cancelamento da ajuda militar americana à Ucrânia, Putin vislumbra a vitória geoestratégica na região. E isso, paradoxalmente, abre as portas para uma negociação lúcida por parte de Zelensky, forçando-o a sair da fantasia militarista e entrar num processo de paz produtiva — exactamente como Trump sempre defendeu.

É neste ponto que África, e sobretudo Angola, entra como figura essencial do novo tabuleiro. A nova ordem mundial, que emerge não do barulho das bombas, mas da necessidade de matérias-primas e rotas logísticas, coloca Angola no centro do mundo.

Angola possui:

  • Um território rico em terras raras, petróleo, gás e biodiversidade;
  • Um povo resiliente, com memória histórica de luta, soberania e reconstrução;
  • Uma localização estratégica que liga a África Central ao Oceano Atlântico;
  • Uma diplomacia activa e mediadora, liderada por João Lourenço, com influência legítima no continente.

Trump precisa saber lidar com Angola, com seu povo profundamente espiritual, resistente às ideologias externas e marcado por uma história semelhante à dos próprios EUA — uma nação forjada péla luta contra a colonização e movida pêlo sonho de prosperidade.
Angola, por sua vez, também precisa saber lidar com Trump — um homem directo, pragmático e guiado por resultados, mas que reconhece o valor das nações produtivas e soberanas.

Estamos, portanto, no início de uma nova era para Angola: a era de lidar com Trump.
Não como um subalterno, mas como um parceiro estratégico na construção de um novo mundo produtivo. Angola precisa se posicionar com sabedoria, firmeza e visão, abraçando sua vocação produtiva e diplomática para se tornar não apenas um corredor logístico do capitalismo moderno, mas um actor soberano e influente na diplomacia económica mundial.

Neste novo ciclo, Trump representa a ordem possível, a produção viável, o comércio directo e a paz estratégica. E Angola representa o solo fértil, a alma resiliente e a inteligência mediadora de uma África que quer produzir, negociar e vencer — com justiça e soberania.

Conclusão: O Novo Capitalismo é Silencioso, Estratégico e Comercial

Donald Trump, frequentemente incompreendido, mostrou-se um visionário comercial que prefere acordos à guerra, resultados ao barulho político, produção ao populismo ideológico.

Se o mundo seguir por essa via — como a Filosofia GAESEMA propõe —, a nova ordem mundial poderá nascer da produção, do comércio e da paz real. Não será a força que vencerá o século XXI, mas a sabedoria de quem souber negociar com os recursos certos, no tempo certo, com os parceiros certos.

E nesta equação, Trump, Angola e o eixo Congo-Lobito já começaram a escrever um novo capítulo da história.

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