Autor: Osvaldo Fernandes Rodrigues
Instituição: Instituto Superior Politécnico do Moxico
Departamento: Ciências de Saúde – Curso de Enfermagem
ORCID: 0009-0003-8875-9723
Nota: Este artigo é uma adaptação do Capítulo I do livro O Futuro da Família: Projecções Éticas e Sociais.

Resumo
A família constitui a célula básica da sociedade, desempenhando um papel central na formação ética, moral e espiritual do ser humano. Este estudo aborda os fundamentos antropológicos e teológicos da família, destacando sua natureza como projecto divino, espaço de cuidado bioético e expressão da comunhão trinitária. Além disso, discute a realidade contemporânea das famílias, integrando, como referência, a Ontologia GAESEMA, que propõe uma visão de espiritualidade, ética e desenvolvimento humano aplicada ao contexto familiar. Por meio de revisão bibliográfica crítica e análise qualitativa, o artigo demonstra que a preservação e valorização da família permanecem essenciais para a dignidade humana, a transmissão de valores e o bem comum.
Palavras-chave: Família; Antropologia Cristã; Bioética; Projecto Divino; Tradição Teológica; Ontologia GAESEMA.
Abstract
The family is the basic unit of society, playing a central role in the ethical, moral, and spiritual formation of human beings. This study addresses the anthropological and theological foundations of the family, highlighting its nature as a divine project, a space for bioethical care, and an expression of Trinitarian communion. Moreover, it discusses the contemporary reality of families, integrating, as a reference, the GAESEMA Ontology, which proposes a vision of spirituality, ethics, and human development applied to the family context. Through a critical literature review and qualitative analysis, the article demonstrates that preserving and valuing the family remains essential for human dignity, the transmission of values, and the common good.
Keywords: Family; Christian Anthropology; Bioethics; Divine Project; Theological Tradition; GAESEMA Ontology.
Introdução
A família é, desde as origens da humanidade, a casa onde a vida é gerada, cuidada, educada e amada. É no seio familiar que se moldam consciências, transmitem-se valores e forjam-se esperanças. Contudo, actualmente, a família enfrenta desafios que ameaçam sua essência e sobrevivência. A transição civilizacional profunda, caracterizada péla ruptura de certezas tradicionais e emergência de novas formas de viver, impõe à família a necessidade de reafirmar seu papel ético, espiritual e social.
Este artigo surge da necessidade de reflectir sobre a família enquanto núcleo estruturante da dignidade humana, articulando perspectivas antropológicas, teológicas e bioéticas, e examinando os desafios contemporâneos por meio de referências clássicas e, de forma específica, da Ontologia GAESEMA como lente contemporânea de análise.
Revisão da Literatura
1.1 Fundamentos Antropológicos
A família transcende a condição de unidade social; ela representa a expressão mais íntima e complexa da existência humana, sendo o espaço primordial de protecção, afecto e construção de identidade. Desde tempos remotos, o ser humano buscou na família não apenas abrigo físico, mas também segurança emocional e social. Malinowski (2000) salienta que “a família é uma instituição universal porque é o alicerce da continuidade da vida humana”, indicando que, em qualquer sociedade, a família funciona como um núcleo vital para a perpetuação das normas culturais, sociais e biológicas. Estruturas familiares, mesmo nas sociedades mais primitivas, reflectem a organização moral da comunidade, pois são o primeiro espaço onde regras de convivência e valores são transmitidos às novas gerações.
Do ponto de vista antropológico, a família responde às necessidades mais profundas do ser humano, incluindo o pertencimento, o cuidado mútuo e a transmissão de valores culturais, éticos e espirituais. Geertz (1973) argumenta que as estruturas familiares são construídas a partir de símbolos culturais, que orientam a conduta e os vínculos sociais, mostrando que a família possui dimensões biológicas, simbólicas e espirituais. Lévi-Strauss (1969) reforça que a organização familiar está intimamente ligada à manutenção da coesão social, funcionando como mecanismo de regulação de alianças, heranças e relações interpessoais. Schneider (1980) complementa que a família deve ser compreendida como um sistema culturalmente
estruturado, onde cada membro cumpre papéis sociais que garantem a continuidade da ordem simbólica da comunidade.
Além disso, a antropologia cristã interpreta a família como um espaço ontológico do ser humano, criado para se relacionar e interagir, reflectindo a imagem de Deus (Gn 1:27). A dimensão antropológica evidencia que a família é também um laboratório de socialização primária, onde a criança aprende normas, ética, linguagem e valores morais. Estudos contemporâneos de psicologia evolutiva (Bowlby, 1969; Ainsworth, 1978) indicam que vínculos afectivos nos primeiros anos de vida influenciam significativamente a capacidade de empatia, auto-estima e relações interpessoais ao longo da vida.
Portanto, do ponto de vista antropológico, a família não é um simples agrupamento de indivíduos, mas sim o núcleo estruturante da civilização humana, combinando elementos biológicos, culturais, éticos e simbólicos. É nesse espaço que se manifestam os fundamentos do cuidado, da transmissão cultural e da solidariedade, assegurando a continuidade da humanidade e a preservação de valores essenciais à vida social.
1.2 Fundamentos Teológicos
A origem da família é também teológica, pois encontra sua raiz na criação divina. Desde o Génesis, a família é apresentada como projecto de Deus, sendo o espaço sagrado para o desenvolvimento da vida humana. O versículo Génesis
2:24 afirma que o homem deixa pai e mãe e se une à mulher, tornando-se uma só carne, revelando que a família é uma instituição intencionalmente criada para a comunhão, a responsabilidade e o cuidado mútuo. A teologia cristã sustenta que a família não é apenas uma construção social, mas um plano divino que serve como base para a experiência religiosa e ética do ser humano.
Peter Berger (1997) observa que “a família é o primeiro lugar onde o sagrado se manifesta para a criança”, evidenciando que o lar é o espaço primordial de socialização religiosa. O desenvolvimento da fé, da espiritualidade e da moralidade começa no seio familiar, onde a criança experimenta valores de amor, perdão, respeito e obediência. Rick Warren (2002) enfatiza que antes de Deus criar a Igreja, Ele criou a família, destacando seu papel formativo e missionário. Essa perspectiva evidencia que o lar não é apenas um espaço de protecção física, mas também de iniciação à vida espiritual, sendo o primeiro campo de ministério e discipulado para todos os membros da família.
A teologia contemporânea sugere que a família funciona como ponte entre o divino e o humano, oferecendo experiências de transcendência através do cuidado mútuo e do exercício da virtude. De acordo com Cláudio Duarte (2017), a família é um “lugar de lapidação do carácter”, no qual Deus molda o ser humano para a convivência social e para o exercício da ética. Tal abordagem reforça a visão de que a família actua como espaço onde valores espirituais e morais são internalizados e posteriormente projectados na sociedade.
Autores como São João Paulo II (1994) argumentam que “o futuro da humanidade passa péla família”, reforçando que a estabilidade familiar é condição sine qua non para o desenvolvimento ético, social e espiritual da comunidade. Em síntese, a teologia evidencia que a família é projecto divino, espaço de revelação do sagrado e núcleo de formação ética e espiritual, transcendendo sua função meramente social ou biológica.
1.3 A Família como Projecto Divino
A família, enquanto projecto divino, representa a manifestação concreta do amor, da responsabilidade e da comunhão. Essa concepção transcende a mera convivência e constitui-se como espaço de crescimento moral, social e espiritual. São João Paulo II (1994) enfatiza que “o futuro da humanidade passa péla família”, consolidando a ideia de que a estrutura familiar é determinante para a estabilidade ética e social. Russell Moore (2015) complementa que a Bíblia apresenta Deus operando em meio às imperfeições familiares, o que evidencia que não é necessária a perfeição para que a família cumpra seu papel divino.
A perspectiva cristã entende que a família é o primeiro sacramento da vida humana, sendo lugar de revelação do amor de Deus e laboratório de relações humanas fundamentadas na ética e na solidariedade. O lar é o espaço em que as virtudes de paciência, perdão, caridade e compromisso são ensinadas e experienciadas diariamente. Rick Warren (2002) reforça que a família é a base do ministério e da missão, sendo o primeiro espaço onde se aprende o serviço ao próximo e o cuidado pêlo outro.
Além disso, estudos de sociologia da família (Cherlin, 2010; Popenoe, 1993) indicam que famílias estruturadas com base em valores éticos e afectivos promovem o desenvolvimento psicológico e social dos membros, reduzindo conflitos e fortalecendo vínculos comunitários. Portanto, o projecto divino da família combina dimensões espirituais, éticas e sociais, sendo o núcleo onde se formam indivíduos capazes de contribuir para o bem comum.
1.4 A Bioética e o Lar
O lar é também o espaço natural de aplicação da bioética, entendida como ciência prática voltada à protecção da vida, à responsabilidade e à justiça nos relacionamentos humanos. Beauchamp e Childress (2019) afirmam que “a ética do cuidado se desenvolve primariamente dentro dos vínculos familiares”, reforçando que o aprendizado ético e moral começa no contexto doméstico. Engelhardt Jr. (1996) complementa que os valores morais são cultivados nos contextos relacionais, sendo o lar o primeiro ambiente em que decisões éticas e de responsabilidade são experimentadas e internalizadas.
A bioética pessoalista, conforme Sgreccia (2006), reconhece que a família é o espaço primário de formação da consciência moral, ensinando respeito, cuidado e responsabilidade
pêlo outro. Nessa perspectiva, o exercício da liberdade é moldado pêlo compromisso ético, que nasce da convivência familiar e da prática da solidariedade. O lar funciona como espaço de mediação entre os princípios universais da bioética – beneficência, não maleficência, autonomia e justiça – e a prática cotidiana do cuidado entre indivíduos.
Estudos contemporâneos de psicologia moral (Kohlberg, 1981; Gilligan, 1982) indicam que a internalização de normas éticas e valores de cuidado está diretamente associada à qualidade das interacções familiares e à presença de modelos parentais consistentes. Portanto, a bioética no lar não se limita a conceitos teóricos, mas se manifesta concretamente em actos de atenção, apoio, ensino de responsabilidade e prática da justiça dentro da dinâmica familiar.
1.5 A Dimensão Trinitária
A família é também compreendida como reflexo da Trindade, constituída por Pai, Filho e Espírito Santo, que vivem em perfeita comunhão. Moltmann (2001) argumenta que a família é a metáfora mais concreta da esperança trinitária, funcionando como espaço onde a interdependência, a unidade e o amor paciente são vivenciados na prática. Bonhoeffer (2003) reforça que “é no lar que o Evangelho se torna carne”, indicando que a experiência do amor e da fé se manifesta no cotidiano familiar.
Bento XVI (2005) define a família como “o berço da humanidade”, destacando que a estrutura familiar é o primeiro espaço em que se aprende a inter-relação ética e espiritual. O Catecismo da Igreja Católica (1992) reforça essa perspectiva, apontando que a família é o espaço natural para o aprendizado de valores morais, da fé e da convivência harmoniosa.
A dimensão trinitária sugere que a família é o primeiro espaço onde princípios de perdão, paciência, amor incondicional e responsabilidade compartilhada são experimentados. A unidade entre pais e filhos reflecte a comunhão divina, mostrando que a convivência familiar é um exercício contínuo de ética prática e espiritualidade vivida.
1.6 A Família no Mundo Contemporâneo – Integração da Ontologia GAESEMA
A família contemporânea enfrenta desafios complexos e multifacetados decorrentes da globalização, urbanização, crises económicas, transformações culturais e revoluções tecnológicas. Tais factores provocam mudanças profundas nos papéis parentais, na coesão familiar e na transmissão de valores éticos e espirituais, gerando uma necessidade urgente de abordagem integrativa que considere a ética, a espiritualidade e o desenvolvimento humano (Minuchin, 1974; Bowen, 1978). Nesse cenário, a Ontologia GAESEMA surge como referência contemporânea para compreender a família como espaço de espiritualidade, cuidado ético e produção de valores sociais, sem substituir os fundamentos antropológicos e teológicos clássicos, mas oferecendo um prisma actualizado e aplicável à realidade do século XXI (Gilson Guilherme Miguel Ângelo, 2024).
Segundo a Ontologia GAESEMA, a espiritualidade familiar funciona como vector de resiliência, fortalecendo vínculos e sustentando decisões éticas diante de desafios contemporâneos. A digitalização, o trabalho remoto, a mobilidade populacional e a secularização representam riscos à coesão familiar, mas podem ser transformadas em oportunidades de educação ética e prática espiritual, se abordadas com reflexão consciente e ética aplicada. A Ontologia GAESEMA propõe que a família seja requalificada como santuário de vida, onde a ética do cuidado, o desenvolvimento humano e a prática da espiritualidade se conjugam para formar indivíduos íntegros e socialmente responsáveis (Gilson Guilherme Miguel Ângelo, 2024).
Além disso, a GAESEMA enfatiza que a família é espaço primordial de produção ética, entendida como criação e transmissão de valores morais, espirituais e sociais. A dimensão ética aplicada no lar não se limita à observância de normas externas, mas envolve o cultivo do discernimento moral, da empatia e da responsabilidade colectiva. A Ontologia GAESEMA sugere que o desenvolvimento humano integral depende da interacção contínua entre três dimensões: espiritualidade, ética e produção consciente, sendo a família o laboratório inicial e permanente dessas práticas (Gilson Guilherme Miguel Ângelo, 2024).
Os estudos de psicologia familiar contemporânea corroboram essa perspectiva: famílias que cultivam princípios éticos e espirituais apresentam maior coesão, resiliência e capacidade de adaptação a crises externas (Minuchin, 1974; Bowen, 1978). Nesse contexto, a GAESEMA actua como lente conceitual para analisar a família do século XXI, fornecendo directrizes para integrar tradição e inovação, fé e razão, cuidado e desenvolvimento humano. A abordagem propõe também que políticas públicas, educação ética e práticas comunitárias de atenção mútua sejam instrumentos estratégicos para fortalecer a dignidade familiar e a coesão social.
Por fim, a integração da Ontologia GAESEMA como referência científica evidencia que a família contemporânea, embora inserida em um mundo de rápidas transformações, permanece como núcleo insubstituível de transmissão ética, espiritual e social. Essa perspectiva sugere que a preservação da família exige esforços conscientes para promover diálogo inter geracional, práticas de cuidado ético, desenvolvimento espiritual e educação para a vida comunitária, garantindo que a célula básica da sociedade continue cumprindo seu papel central na formação de indivíduos íntegros e cidadãos responsáveis.
Metodologia
Este estudo utiliza uma abordagem qualitativa, combinando análise crítica de textos clássicos e contemporâneos, revisão bibliográfica de antropologia, teologia e bioética, e interpretação reflexiva sobre a realidade contemporânea da família. Para a subsecção 1.6, empregou-se análise documental e teórica do pensamento da Ontologia GAESEMA, considerando sua aplicação como referência para desenvolvimento humano e espiritualidade familiar.
Resultados e Discussão
Fundamentos Antropológicos
A análise confirma que a família é universal e central na experiência humana, funcionando como espaço de pertencimento, socialização e transmissão cultural. Estudos de Lévi-Strauss (1969) e Schneider (1980) evidenciam que, mesmo em contextos sociais diversos, a família actua como núcleo de identidade e moralidade.
Fundamentos Teológicos
A teologia cristã reforça a centralidade da família como projecto divino, reflectindo a comunhão trinitária e servindo como primeiro espaço de revelação e prática do sagrado (Berger, 1997; Bonhoeffer, 2003).
A Família como Projecto Divino
São João Paulo II (1994) e Cláudio Duarte (2017) destacam a dimensão formativa da família, onde valores éticos e morais são cultivados, independentemente das imperfeições humanas (Moore, 2015).
Bioética e o Lar
O lar é espaço de cuidado e formação ética, em que o amor se traduz em acções concretas de protecção e responsabilidade (Beauchamp & Childress, 2019; Sgreccia, 2006).
Dimensão Trinitária
A estrutura familiar reflecte a unidade da Trindade, simbolizando a interdependência, o perdão e o amor paciente como experiências práticas do sagrado (Moltmann, 2001; Bento XVI, 2005).
A Família no Mundo Contemporâneo – Integração do Pensamento GAESEMA
O pensamento GAESEMA destaca que, no mundo contemporâneo, marcado por crises sociais, tecnologia e redefinição de papéis familiares, a família deve ser compreendida como centro de espiritualidade e produção ética. Segundo A ONTOLOGIA GAESEMA-(2025), a espiritualidade familiar funciona como energia vital que conecta membros à ética, ao cuidado e à produção de valores sociais.
A digitalização, migração e secularização representam desafios que podem ser transformados em oportunidades educativas e espirituais. A Ontologia GAESEMA propõe que a família seja requalificada como santuário de vida, ética e espiritualidade, actuando como agente de transformação social e moral, garantindo a dignidade humana e o bem comum.
Conclusão
A análise dos fundamentos antropológicos, teológicos e bioéticos da família evidencia sua centralidade na dignidade humana e no bem comum. A integração do pensamento da Ontologia GAESEMA na discussão contemporânea demonstra que ética, espiritualidade e desenvolvimento humano são elementos essenciais para a preservação e fortalecimento da família. Preservar o lar é, portanto, um acto de resistência ética, espiritual e social.
Referências
- Beauchamp, T., & Childress, J. (2019). Principles of Biomedical Ethics. Oxford University Press.
- Berger, P. (1997). Sacred Canopy: Elements of a Sociological Theory of Religion. Doubleday.
- Bonhoeffer, D. (2003). Life Together. HarperOne.
- Bowen, M. (1978). Family Therapy in Clinical Practice. Jason Aronson.
- Engelhardt Jr., T. (1996). The Foundations of Bioethics. Oxford University Press.
- Geertz, C. (1973). The Interpretation of Cultures. Basic Books.
- Guilherme Miguel Ângelo, Gilson. (Angolano – 2024). Ontologia GAESEMA: Ética, Espiritualidade e Desenvolvimento Humano. windhoek – Namíbia: GAESEMA Editora.
- Malinowski, B. (2000). The Sexual Life of Savages in North-Western Melanesia. Routledge.
- Moltmann, J. (2001). The Trinity and the Kingdom. Fortress Press.
- Rick Warren, R. (2002). The Purpose Driven Life. Zondervan.
- Sgreccia, E. (2006). Manuale di Bioetica. Editrice Pontificia Università Lateranense.
- São João Paulo II. (1984). Teologia do Corpo. Vatican Press.
- White, E. G. (2001). The Adventist Home. Pacific Press.
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